TudoVerde - Iduarth

MOMENTOS & VARIEDADES

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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Pedaços de Mim

 
Hoje, vejo em mim,
coisas sobrepostas
pensamentos desconectos dos desejos
que se misturam e se separam ...
uma ância de paz, a fugir do desconforto
das coisas inacabadas.
Na mente
uma luta solitária:
lamentos, coisas para dizer
e sonhos desfeitos pelo tempo.
Sozinha, no meio da multidão
me esvazio
de coisas acumuladas, até à exaustão
Pensamentos e desejos perdidos...
e a vontade indo e vindo de seguir
por trilhas desconhecidas...
Contudo, algo me diz:
Deus já sabe aonde quero chegar
e por onde devo ir...


IreneDuarte
Postado por Irene Duarte iduarth às 17:44 Nenhum comentário:
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

PAPAI APAIXONADO




                                                                         YASMIN

Yasmin, nascerá
tão bela cmo uma flor
que despertou no papai o verdadeiro amor
Sonhei muito, e agora é realidade
Como uma flor desabrocha
é um amor de verdade
Papai do céu me abençoe
pra ser papai de Yasmin
com muita Sabedoria
Amor e Dignidade

Pedro Lessa
O Papai Apaixonado

Em julho de 2011


Postado por Irene Duarte iduarth às 08:29 Nenhum comentário:
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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Amy Winehouse e um Estranho Momento

(Acrílica e colagem sobre tela)

Ontem, 22 de julho
A vóz de uma cantora
ilustrava um documentário na TV,
o qual eu assistia.
Minha filha veio apressada da cozinha,
para ver o que ela pensava ser
a cantora inglesa Amy Winehouse.
Chegou na sala e foi dizendo quase de repente:
-Mãe, esta é Amy Winehause.
Imediatamente, virei-me para ela surpresa e perguntei:
- O que? Ela morreu?
 - Não, tô dizendo que esta música,
quem está cantando é Amy Winehouse.
 - Ô... escutei você dizer que ela tinha morrido!
você não disse isso?
- Não!... e repetiu o que havia me dito pouco antes. 
Então eu respondí :
- Só está aparecendo a voz dela em um documentário... (que não era sobre ela)

Cristina queria muito assistir a apresentação da cantora no Recife, mas desistiu pensando sair de tão longe para um show e de repente a cantora ter um surto qualquer e não comparecer para a apresentação! não queria perder a viagem...


Dia seguinte, 23 de julho:
Eu estava no meu quarto, ainda pela manhã.
 De repente a porta se abre e Cristina aparece:
- Mãe, agora é verdade. Emy Winehouse morreu, 
foi encontrada morta hoje pela manhã !...

Ainda continuo sem entender,  por que eu "escutei" uma coisa tão diferente do que a minha filha realmente dissera, tendo em vista que, Emy winehouse só morreu no dia seguinte!...
Nunca tinha me acontecido nada parecido antes...

"Há mais coisas entre o céu e a terra, do que sonha a nossa vã filosofia"


Iduarth.



Postado por Irene Duarte iduarth às 11:45 Nenhum comentário:
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sábado, 16 de julho de 2011

O APELO QUE AINDA ESTÁ NO AR !!!

Este vídeo  não deve sair do ar.
O Brasil todo acompanhou o depoimento da professora Amanda gurgel.
Eu o conhecí desde o primeiro dia, mas, só agora faço a postagem no meu blog;
porque este depoimento não pode cair no esquecimento; ele está aqui para lembrar que
a situação continua a mesma e sairá daqui, ou seja. irá para o "rascunho", quando a situação mudar!!!


Até lá!!!


Iduarth





johge4w45
http://youtu.be/yFkt0O7lceA
Professora Amanda Gurgel silencia Deputados em audiência pública - A EDUCAÇÃO NO BRASIL


APOIO: http://www.novaconsciencia.com.br


Professora Amanda Gurgel silencia Deputados em audiência pública.
Depoimento Resumindo o quadro da Educação no Brasil.
Educadora fala sobre condições precárias de trabalho no RN/BRASIL.(10/05/2011).
Se um estado rico e turístico como o Rio Grande do Norte está deste jeito, imagina o resto do país?


FONTE: http://www.youtube.com/user/vanderleinatal
Postado por Irene Duarte iduarth às 14:01 Nenhum comentário:
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sábado, 7 de maio de 2011

RECADOS...



Recado da Al Qaeda:


"OS ESTADOS UNIDOS E SEU POVO, JAMAIS GOZARÃO DE SEGURANÇA,
ENQUANTO O NOSSO POVO DA PALESTINA, NÃO USUFRUIR DELA".
Não menosprezar o poder da Al Qaeda:
ela é bem  maior do que Bin Laden, que era um símbolo.
Lembrar que destruiram em alguns minutos, o maior
símbolo de poder econômico (?) dos Estados Unidos:
o World Trade Center, de modo  espetacular, matando
conforme dizem,  aprox. 3000 civís , de uma só vez.
Foi uma grande tragédia!


Tem muitas injustiças que precisam ser corrigidas por parte dos EE UU.
Acho que ninguem deve estar tranquilo nem feliz, pois as ameaças
estão mais fortes do que nunca.


O terrorismo é muito cruel e ninguem sabe prever
como isso vai terminar!
Apesar de tudo, um bom fim de semana para todos. Bjss
Iduarth


A VIOLÊNCIA NÃO SE JUSTIFICA:




A maldade, a injustiça, covardia, ambição, egoismo, a ância de poder,
tortura, tirania, não se justificam, seja de que lado for.


Não existem santos nessa estória e um mal não justifica outro, pois termina
sobrando para os inocentes: o povão que não tem culpa nenhuma de ter
nascido, de estar vivendo neste mundo cão, mundo de bandidos!
penso nos inocentes que estão de ambos os lados e até nas criancinhas
que estão nascendo.


Da minha parte não defendo ninguém, até porque não estou
sabendo cem por cento de toda a verdade; dá para perceber que os poderosos e a mídia
fazem questão de confundir as mentes, com notícias e opiniões desencontradas.
Apenas sei que o mal existe desde o princípio e que é proprio dos seres humanos,
 estarem  sempre se "digladiando" em defesa de interesses escusos, num vale tudo,
em que os fins justificam os meios, infelizmente!


Maquiavel deve estar se movendo no túmulo!!...


Rogo a Deus que nos proteja e ilumine!


VEJA TAMBÉM ESTE BLOG: IDUARTH - VESTÍAZUL

Postado por Irene Duarte iduarth às 06:18 Nenhum comentário:
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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Geração beat

Postado por Irene Duarte iduarth às 18:03 Nenhum comentário:
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domingo, 17 de abril de 2011

Geração Beat

                Frases de Jack Kerouac
Minhas falhas e meus fracassos não são as minhas paixões,
mas sim a falta de controle  que tenho sobre elas

Sempre considerei que escrever fosse o meu dever na terra.

Eu só confio nas pessoas loucas, aquelas que são loucas pra viver, loucas para falar, loucas para serem salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo, que nunca bocejam ou dizem uma coisa corriqueira, mas queimam, queimam, queimam, como fabulosas velas amarelas romanas explodindo como aranhas através das estrelas.

http://yohttp//youtu.be/1kJ0eGMrumoutu.be/1kJ0eGMrumo






Postado por Irene Duarte iduarth às 07:36 Nenhum comentário:
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O Uivo - Allen Ginsberg



O Uivo - Allen Ginsberg


Hal Chase, Jack Kerouac, Allen Ginsberg, William S. Burroughs, Morningside Heights, New York City, 1944 - 1945
O Uivo
Para Carl Solomon
 I

Eu vi os expoentes da minha geração, destruídos pela
    loucura, morrendo de fome, histéricos, nus,
arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada
    em busca de uma dose violenta de qualquer coisa,
hipsters com cabeça de anjo ansiando pelo antigo
    contato celestial com o dínamo estrelado da
    maquinaria da noite,
que pobres esfarrapados e olheiras fundas, viajaram
    fumando sentados na sobrenatural escuridão dos
    miseráveis apartamentos sem água quente, flutuando
    sobre os tetos das cidades contemplando o jazz,
que desnudaram seus cérebros ao céu sob o Elevado
    e viram anjos maometanos cambaleando iluminados
    nos telhados das casas de cômodos,
que passaram por universidades com olhos frios e
    radiantes alucinando Arkansas e tragédias à luz
    de Blake entre os estudiosos da guerra,
que foram expulsos das universidades por serem loucos
    & publicarem odes obscenas nas janelas do crânio,
que se refugiaram em quartos de paredes de pintura
    descascada em roupa de baixo queimando seu
    dinheiro em cestos de papel escutando o Terror
    através da parede,
que foram detidos em suas barbas púbicas voltando
    por Laredo com um cinturão de marihuana para
    Nova Iorque,
que comeram fogo em hotéis mal pintados ou
    beberam terebentina em Paradise Alley, morreram ou
    flagelaram seus torsos noite após noite com
    som, sonhos, com drogas, com pesadelos na vigília,
    álcool e caralhos em intermináveis orgias,
incomparáveis ruas cegas sem saída de nuvem trêmula,
    e clarão na mente pulando nos postes dos pólos de
    Canadá & Paterson, iluminando completamente o
    mundo imóvel do Tempo intermediário,
solidez de Peiote dos corredores, aurora de fundo de
    quintal das verdes árvores do cemitério, porre de vinho
    nos telhados, fachadas de lojas de subúrbio
    na luz cintilante de neon do tráfego na
    corrida de cabeça feita do prazer, vibrações de
    sol e lua e árvore no tronco de crepúsculo de
    inverno de Brooklyn, declamações entre latas
    de lixo e a suave soberana luz da mente,
que se acorrentaram aos vagões do metrô para o
    infindável percurso do Battery ao sagrado Bronx
    de benzedrina até que o barulho das rodas e
    crianças os trouxesse de volta, trêmulos, a boca
    arrebentada o despovoado deserto do cérebro
    esvaziado de qualquer brilho na lúgubre luz do Zoológico,
que afundaram a noite toda na luz submarina
    de Bickford´s, voltaram à tona e passaram a tarde
    de cerveja choca no desolado Fuggazi´s escutando
    o matraquear da catástrofe na vitrola
    automática de hidrogênio,
que falaram setenta e duas horas sem parar do
    parque ao apê ao bar ao Hospital Bellevue ao
    Museu à Ponte do Brooklyn,
batalhão perdido de debatedores platônicos saltando
    dos gradis das escadas de emergência dos parapeitos
    das janelas do Empire State da Lua,
tagarelando, berrando, vomitando, sussurrando fatos
    e lembranças e anedotas e viagens visuais e choques
    nos hospitais e prisões e guerras,
intelectos inteiros regurgitados em recordação total
    com os olhos brilhando por sete dias e noites,
    carne para a sinagoga jogada à rua,
que desapareceram no Zen de Nova Jersey de
    lugar algum deixando um rastro de postais ambíguos
    do Centro Cívico de Atlantic City,
sofrendo suores orientais, pulverizações tangerianas
    de ossos e enxaquecas da China por causa da
    falta da droga no quarto pobremente mobiliado de Newark,
que deram voltas e voltas à meia noite no pátio da
    ferrovia perguntando-se aonde ir e foram, sem
    deixar corações partidos,
que acenderam cigarros em vagões de carga, vagões
    de carga, vagões de carga, que rumavam ruidosamente
    pela neve até solitárias fazendas dentro da noite do avô,
que estudaram Plotino, Poe, São João da Cruz, telepatia
    e bop-cabala pois o Cosmos instintivamente
    vibrava a seus pés em Kansas,
que passaram solitários pelas ruas de Idaho procurando
    anjos índios e visionários que eram anjos índios e visionários
que só acharam que estavam loucos quando Baltimore
    apareceu em estase sobrenatural,
que pularam em limusines com o chinês de Oklahoma
    no impulso da chuva de inverno na luz das ruas
    da cidade pequena à meia-noite,
que vaguearam famintos e sós por Huston procurando
    jazz ou sexo ou rango e seguiram o espanhol
    brilhante para conversar sobre a América e a Eternidade,
    inútil tarefa, e assim embarcaram
    num navio para a África,
que desapareceram nos vulcões do México
    nada deixando além da sombra das suas calças
    rancheiras e a lava e a cinza da poesia espalhadas
    pela lareira Chicago,
que reapareceram na Costa Oeste investigando o FBI
    de barba e bermudas com grandes olhos pacifistas
    e sensuais nas suas peles morenas, distribuindo
    folhetos ininteligíveis,
que apagaram cigarros acesos nos seus braços
    protestando contra o nevoeiro narcótico de
    tabaco do Capitalismo,
que distribuiram panfletos supercomunistas em Union
    Square, chorando e despindo-se enquanto as
    Sirenes de Los Alamos os afugentavam gemendo
    mais alto que eles e gemiam pela Wall Street e
    também gemia a balsa de Staten Island
que caíram em prantos em brancos ginásios desportivos,
    nus e trêmulos diante da maquinaria de outros esqueletos,
que morderam policiais no pescoço e berraram de
    prazer nos carros de presos por não terem cometido
    outro crime a não ser sua transação pederástica e tóxica,
que uivaram de joelhos no metrô e foram arrancados do
    telhado sacudindo genitais e manuscritos,
que se deixaram foder no rabo por motociclistas
    santificados e berraram de prazer,
que enrabaram e foram enrabados por esses serafins
    humanos, os marinheiros, carícias de amor
    atlântico e caribeano,
que transaram pela manhã e ao cair da tarde em
    roseirais, na grama de jardins públicos e cemitérios,
    espalhando livremente seu sêmen para
    quem quisesse vir,
que soluçaram interminavelmente tentando gargalhar
    mas acabaram choramingando atrás de um tabique
    de banho turco onde o anjo loiro e nu veio
    trespassá-los com sua espada,
que perderam seus garotos amados para as três
    megeras do destino, a megera caolha do dólar heterossexual, megera caolha que pisca de
    dentro do ventre e a megera caolha que só sabe
    sentar sobre sua bunda retalhando os dourados
    fios intelectuais do tear do artesão,
que copularam em êxtase insaciável com um garrafa
    de cerveja, uma namorada, um maço de cigarros, uma
    vela, e caíram na cama e continuaram
    pelo assoalho e pelo corredor e terminaram
    desmaiando contra a parede com uma visão da
    boceta final e acabaram sufocando o derradeiro lampejo da
    consciência,
que adoçaram as trepadas de um milhão de garotas
    trêmulas ao anoitecer, acordaram de olhos vermelhos
    no dia seguinte mesmo assim prontos
    para adoçar trepadas na aurora, bundas luminosas
    nos celeiros e nus no lago,
que foram transar em Colorado numa miríade de
    carros roubados à noite, N.C., herói secreto destes
    poemas, garanhão e Adônis de Denver – prazer
    ao lembrar suas incontáveis trepadas com garotas
    em terrenos baldios & pátios dos fundos de
    restaurantes de beira de estrada, raquíticas fileiras
    de poltronas de cinema, picos de montanha
    cavernas com esquálidas garçonetes no
    familiar levantar de saias solitário à beira da
    estrada & especialmente secretos solipsismos de
    mictórios de postos de gasolina & becos da cidade
    natal também,
que se apagaram em longos filmes sórdidos, foram
    transportados em sonho, acordaram num
    Manhattan súbito e conseguiram voltar com uma
    impiedosa ressaca de adegas de Tokay e horror
    dos sonhos de ferro da Terceira Avenida &
    cambalearam até as agências de desemprego,
que caminharam a noite toda com os sapatos cheios
    de sangue pelo cais coberto por montões de
    neve, esperando que uma porta se abrisse no
    East River dando para um quarto cheio de vapor e ópio,
que criaram grandes dramas suicidas nos penhascos
    de apartamentos do Huston à luz azul de holofote
    antiaéreo da luta & suas cabeças receberão
    coroas de louro no esquecimento,
que comeram o ensopado de cordeiro da imaginação
    ou digeriram o caranguejo do fundo lodoso dos
    Rios de Bovery,
que choraram diante do romance das ruas com seus
    carrinhos de mão cheios de cebola e péssima música,
que ficaram sentados em caixotes respirando a
    escuridão sob a ponte e ergueram-se para construir
    clavicórdios em seus sótãos,
que tossiram num sexto andar do Harlem coroando de
    chamas sob um céu tuberculoso rodeados pelos
    caixotes de laranja da teologia,
que rabiscaram a noite toda deitando e rolando sobre
    invocações sublimes que ao amanhecer amarelado
    revelaram-se versos de tagarelice sem sentido,
que cozinharam animais apodrecidos, pulmão coração
    pé rabo borsht & tortilhas sonhando com
    o puro reino vegetal,
que se atiraram sob caminhões de carne
    em busca de um ovo,
que jogaram seus relógios do telhado fazendo seu
    lance de aposta pela Eternidade fora do Tempo
    & despertadores caíram em suas cabeças por
    todos os dias da década seguinte,
que cortaram seus pulsos sem resultado três vezes
    seguidas, desistiram e foram obrigados a abrir
    lojas de antiguidades onde acharam que estavam
    ficando velhos e choraram,
que foram queimados vivos em seus inocentes
    ternos de flanela em Madison Avenue no meio das
    rajadas de versos de chumbo & o estrondo contido
    dos batalhões de ferro da moda & os guinchos
    de nitroglicerina das bichas da propaganda &
    o gás mostarda de sinistros editores inteligentes
    ou foram atropelados pelos taxis bêbados
    da Realidade Absoluta,
que se jogaram da ponte de Brooklyn, isso realmente
    aconteceu, e partiram esquecidos e desconhecidos
    para dentro da espectral confusão das ruelas
    de sopa & carros de bombeiros de Chinatown,
    nem uma cerveja de graça,
que cantaram desesperados nas janelas, jogaram-se
    da janela do metrô saltaram no imundo rio
    Paissac, pularam nos braços dos negros, choraram
    pela rua afora, dançaram sobre garrafas
    quebradas de vinho descalços arrebentando
    nostálgicos discos de jazz europeu dos anos 30
    na Alemanha, terminaram o whisky e vomitaram
    gemendo no toalete sangrento, lamentações nos
    ouvidos e o sopro de colossais apitos a vapor,
que mandaram brasa pelas rodovias do passado
    viajando pela solidão da vigília da cadeia de
    Gólgota de carro envenenado de cada um ou então
    a encarnação do Jazz de Birmingham,
que guiaram atravessando o país durante setenta e duas
    horas para saber se eu tinha tido uma visão ou se ele tinha
    tido uma visão para descobrir a Eternidade,
que viajaram para Denver, que morreram em Denver,
    que retornaram a Denver & esperaram em vão,
    que espreitaram Denver & ficaram parados pensando
    & solitários em Denver e finalmente partiram
    para descobrir o Tempo & agora Denver está
    saudosa de seus heróis,
que caíram de joelhos em catedrais sem esperança
    rezando por sua salvação e luz e peito até que a
    alma iluminasse seu cabelo por um segundo,
que se arrebentassem nas suas mentes na prisão
    aguardando impossíveis criminosos de cabeça
    dourada e o encanto da realidade em seus corações
    que entoavam suaves blues de Alcatraz,
que se recolheram ao México para cultivar um
    vício ou às Montanhas Rochosas para o suave
    Buda ou Tânger para os garotos do Pacífico Sul
    para a locomotiva negra ou Havard para Narciso
    para o cemitério de Woodlaw para a coroa
    de flores para o túmulo,
que exigiram exames de sanidade mental acusando
    o rádio de hipnotismo & foram deixados com sua
    loucura & e mãos & um júri suspeito,
que jogaram salada de batata em conferencistas da
    Universidade de Nova Iorque sobre Dadaísmo
    e em seguida se apresentaram nos degraus de
    granito do manicômio com cabeças raspadas e
    fala de arlequim sobre suicídio, exigindo
    lobotomia imediata,
e que em lugar disso receberam o vazio concreto da
    insulina metrazol choque elétrico hidroterapia
    psicoterapia terapia ocupacional pingue-pongue
    & amnésia,
que num protesto sem humor viraram apenas uma
    mesa simbólica de pingue-pongue mergulhando
    logo a seguir na catatonia,
voltando anos depois, realmente calvos exceto por
    uma peruca de sangue e lágrimas e dedos
    para a visível condenação de louco nas celas das
    cidades-manicômio do Leste,
Pilgrim State, Rockland, Greystone, seus corredores
    fétidos, brigando com os ecos da alma, agitando-se
    e rolando e balançando no banco de solidão à
    meia-noite dos domínios de mausoléu
    druídico do amor, o sonho da vida um
    pesadelo, corpos transformados em pedras
    tão pesadas quanto a lua,
com a mãe finalmente ***** e o último livro
    fantástico atirado pela janela do cortiço e a última
    porta fechada às 4 da madrugada e o último
    telefone arremessado contra a parede em
    resposta e o último quarto mobiliado esvaziado até
    a última peça de mobília mental, uma rosa de papel
    amarelo retorcida num cabide de arame do armário
    e até mesmo isso imaginário, nada mais
    que um bocadinho esperançoso de alucinação –
ah, Carl, enquanto você não estiver a salvo eu não
    estarei a salvo e agora você está inteiramente
    mergulhado no caldo animal total do tempo –
e que por isso correram pelas ruas geladas obcecadas
    por um súbito clarão da alquimia do uso da elipse
    do catálogo do metro inviável & do plano vibratório,
que sonharam e abriram brechas encarnadas no
    Tempo & Espaço através de imagens justapostas
    e capturaram o arcanjo da alma entre 2 imagens
    visuais e reuniram os verbos elementares e
    juntaram o substantivo e o choque da consciência
    saltando numa sensação de Pater Omnipotens
    Aeterne Deus,
para recriar a sintaxe e a medida da pobre prosa
    humana e ficaram parados à sua frente, mudos e
    inteligentes e trêmulos de vergonha, rejeitados
    todavia expondo a alma para conformar-se ao
    ritmo do pensamento em sua cabeça nua e infinita,
o vagabundo louco e Beat angelical no Tempo,
    desconhecido mas mesmo assim deixando aqui
    o que houver para ser dito no tempo após a morte,
e se reergueram reencarnados na roupagem
    fantasmagórica do jazz no espectro de trompa
    dourada da banda musical e fizeram soar o
    sofrimento da mente nua da América pelo
    amor num grito de saxofone de eli eli lama lama
    sabactani que fez com que as cidades tremessem
    até seu último rádio,
com o coração absoluto do poema da vida arrancado
    de seus corpos bom para comer por mais mil anos.

II

Que esfinge de cimento e alumínio arrombou seus
   crânios e devorou seus cérebros e imaginação?
Moloch! Solidão! Sujeira! Fealdade! Latas de
   lixo o dólares intangíveis! Crianças berrando
   sob as escadarias! Garotos soluçando nos
   exércitos! Velhos chorando nos parques!
Moloch! Moloch! Pesadelo de Moloch! Moloch o
   mal-amado! Moloch mental! Moloch o pesado
   juiz dos homens!
Moloch a incompreensível prisão! Moloch o
   presídio desalmado de tíbias cruzadas e o Congresso
   dos Sofrimentos! Moloch cujos prédios são
   julgamento! Moloch a vasta pedra da guerra!
   Moloch os governos atônitos!   
Moloch cuja mente é pura maquinaria! Moloch cujo
   sangue é dinheiro corrente! Moloch cujos
   dedos são dez exércitos! Moloch cujo peito é
   um dínamo canibal! Moloch cujo ouvido é
   um túmulo fumegante!
Moloch cujos olhos são mil janelas cegas! Moloch
   cujos arranha-céus jazem ao longo de ruas como
   infinitos Jeovás! Moloch cujas fábricas sonham
   e grasnam na neblina! Moloch cujas colunas de fumaça
   e antenas coroam as cidades!
Moloch cujo amor é interminável óleo e pedra!
   Moloch cuja alma é eletricidade e bancos!
   Moloch cuja pobreza é o espectro do gênio!
   Moloch cujo destino é uma nuvem de hidrogênio
   sem sexo! Moloch cujo nome é a Mente!
Moloch em que permaneço solitário! Moloch em
   que sonho com anjos! Louco em Moloch!
   Chupador de caralhos em Moloch! Mal-amado
   e sem homens em Moloch!
Moloch que penetrou cedo na minha alma! Moloch
   em quem sou uma consciência sem corpo!
   Moloch que me afugentou do meu êxtase natural!
   Moloch a quem abandono! Despertar em Moloch!
   Luz escorrendo do céu!
Moloch! Moloch! Apartamentos de robôs! Subúrbios
   invisíveis! Tesouros de esqueletos! Capitais cegas!
   Indústrias demoníacas! Nações espectrais!
   Invencíveis hospícios! Caralhos de granito!
   Bombas monstruosas!
Eles quebraram suas costas erguendo Moloch ao Céu!
   Calçamento, arvores, rádios, toneladas! Levantando
   a cidade ao Céu que existe e está em todo lugar
   ao nosso redor!
Visões! Profecias! Alucinações! Milagres! Êxtases!
   Descendo pela correnteza do rio americano!
Sonhos! Adorações! Iluminações! Religiões! O
   carregamento todo em bosta sensitiva!
Desabamentos! Sobre o rio! Saltos e crucificações!
    Descendo a correnteza! Ligados! Epifanias!
    Desesperos! Dez anos de gritos animais e suicídios!
   Mentes! Amores novos! Geração louca! Jogados
   nos rochedos do Tempo!
Verdadeiro riso no santo rio! Eles viram tudo! O olhar
   selvagem! Os berros sagrados! Eles deram adeus!
   Pularam do telhado! Rumo à solidão! Acenando! Levando
   flores! Rio abaixo! Rua acima!

III

Carl Solomon! Eu estou com você em Rockland
   onde você está mais louco do que eu
Eu estou com você em Rockland
   onde você deve sentir-se muito estranho
Eu estou com você em Rockland
   onde você imita a sombra da minha mãe
Eu estou com você em Rockland
   onde você assassinou suas doze secretárias
Eu estou com você em Rockland
   onde você ri desse humor invisível
Eu estou com você em Rockland
   onde somos grandes escritores na mesma
   abominável máquina de escrever
Eu estou com você em Rockland
   onde seu estado se tornou muito grave e é
   noticiado pelo rádio
Eu estou com você em Rockland
   onde as faculdades do crânio não agüentam
    mais os vermes dos sentidos
Eu estou com você em Rockland
   onde você bebe o chá dos seios das solteironas
   de Utica
Eu estou com você em Rockland
   onde você bolina os corpos das suas
   enfermeiras as harpias do bronx
Eu estou com você em Rockland
   onde você grita de dentro de uma camisa de
   força que está perdendo o verdadeiro jogo
   de pingue-pongue do abismo
Eu estou com você em Rockland
   onde você martela o piano catatônico a alma
   é inocente e imortal e nunca poderia morrer
   impiamente num hospício armado,
Eu estou com você em Rockland
   onde com mais de cinqüenta eletrochoques
   sua alma nunca mais retornará a seu corpo de
   volta de sua peregrinação rumo a uma cruz
   no vazio
Eu estou com você em Rockland
   onde você acusa seus médicos de loucura e
   prepara a revolução socialista hebraica contra
   o Gólgota nacional e fascista
Eu estou com você em Rockland
   onde você rasga os céus de Long Island e faz
   surgir seu Jesus vivo e humano do túmulo
   sobre-humano
Eu estou com você em Rockland
   onde há mais de vinte e cinco mil camaradas
   loucos todos juntos cantando os versos finais da
   Internacional
Eu estou com você em Rockland
   onde abraçamos e beijamos os Estados Unidos
   sob nossas cobertas Estados Unidos que
   tossem a noite toda e não nos deixam dormir
Eu estou com você em Rockland
   onde despertamos eletrocutados do coma pelos
   nossos próprios aeroplanos da mente roncando
   sobre o telhado eles vieram jogar bombas
   angelicais o hospital ilumina-se paredes imaginárias
   desabam Ó legiões esqueléticas correi para fora
   Ó choque de misericórdia salpicado de estrelas
   a guerra eterna chegou Ó vitória esquece tua roupa
   de baixo estamos livres
Eu estou com você em Rockland
   nos meus sonhos você caminha gotejante de volta
   de uma viagem marítima pela grande rodovia que
   atravessa a América em lágrimas até a porta do
   meu chalé dentro da Noite Ocidental.
   
Conexões: Allen Ginsberg, Carl Solomon, Howl, Literatura, Poesia, Poetry, Uivo
Postado por Irene Duarte iduarth às 06:21 Nenhum comentário:
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domingo, 3 de abril de 2011

Auto-Hemoterapia

- AUTO-HEMOTERAPIA -
POR FERNANDO TOSCANO (*)

O QUE É:

A auto-hemoterapia é, como o próprio nome sugere, a terapia com utilização de sangue da própria pessoa. O sistema consiste em retirar 5 ml, 10 ml ou 20 ml de sangue da pessoa e, no mesmo momento, aplicá-lo no músculo (braço ou nádegas) de forma que o corpo do indivíduo crie mecanismos de defesa elevando os níveis de macrófagos de 5% para 22% (São os macrófagos que fazem a "limpeza" do nosso corpo, eliminando a fibrina, bactérias e vírus do organismo e são produzidos pela medula óssea). Esses níveis elevados de defesa, criados pelo próprio organismo, atingem o pico após 8 (oito) horas de aplicada a injeção e duram por até 05 (cinco) dias, quando então começam a diminuir até atingirem os valores normais de uma pessoa sadia (5%).

Logicamente que, aumentando a defesa do próprio organismo, este está menos sujeito a uma série de enfermidades. Para quem não sabe, o remédio, quimicamente preparado pelos laboratórios, não curam doenças. Eles "forçam" o corpo a produzir essas defesas. Assim, o sistema é o mesmo sob o ponto de vista genérico só que sem a necessidade do uso de medicamentos - a maioria deles com efeitos colaterais. Outra vantagem é o custo praticamente zero (o que vai de encontro aos interesses dos laboratórios).

DOSAGEM: Dependendo do caso, se não for grave, a dosagem pode ser de 5 ml, dividindo 2,5 ml em cada deltóide (músculo do braço) ou em cada glúteo. Esta dosagem é para crianças. Normalmente, para adultos, a dosagem ideal é de 10 ml, dividido em 2 partes (5 ml em cada braço ou 10 ml no glúteo). Em casos gravíssimos, Dr. Moura recomenda 20 ml.

INICIEI ESTA TERAPIA E ESTOU CONSEGUINDO BONS RESULTADOS - Iduarth
Dr. Luiz Moura, clínico geral, é o principal divulgador da auto-hemoterapia
no Basil e também no exterior aplicando esta técnica que lhe foi
transmitida por seu pai que também era médico.
Confira aí neste vídeo.
Iduarth

Postado por Irene Duarte iduarth às 10:17 Nenhum comentário:
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segunda-feira, 28 de março de 2011

Norah Jones

Norah é uma musicista premiada (multi-Grammy Award) cuja carreira foi impulsionada com seu álbum de estreia 2002 Come Away With Me, um álbum jazz piano com um toque de soul/folk, que obteve um grande êxito vendendo vinte e três milhões de cópias em todo mundo e pelo qual recebeu oito prêmios Grammy.




Nasceu na cidade de Nova Iorque, filha do tocador de sitar indiano Ravi Shankar, tendo vivido sua infância com sua mãe, Sue Jones, que se mudou para Dallas, Texas, quando Norah tinha quatro anos. Jones estudou no Booker T. Washington High School for the Performing and Visual Arts e na University of North Texas, onde formou-se em jazz piano. Em 1999, após dois anos no programa, Norah mudou-se para Nova Iorque, onde toca com sua banda, Wax Poetic.

Norah apresenta-se freqüentemente com o guitarrista Charlie Hunter. Sua música é freqüentemente comparada com a de Billie Holiday e Nina Simone.
Postado por Irene Duarte iduarth às 08:23 Nenhum comentário:
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Norha Jones - Live Dont Know Why

VAMOS RECORDAR?
Postado por Irene Duarte iduarth às 08:17 Nenhum comentário:
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sábado, 5 de março de 2011

Carnaval 2011- (1 aninho de blog)

Não sou de curtir muito e brincar o carnaval, acho melhor
assistir aos desfiles,  ver os acontecimentos e ter informações pela televisão.
Influenciada pelas boas amizades  na academia de ginástica,
venho participando dos desfiles pre-carnavalescos das "Bonecas
da academia Stilo", uma brincadeira muito alegre, divertida... descontração total.

Foi com o tema  carnaval que iniciei a "construção" deste blog, ano passado.
Neste tempo, tenho conhecido  pessoas interessantes, tenho acesso a informações
e notícias importantes, ativando cada vez mais a minha curiosidade sobre
o mundo, as pessoas,  os acontecimentos e todas as coisas desta vida:  enfim,
vivendo momentos diferentes e interessantes, que só a tecnologia moderna
pode proporcionar.
Não pensei alcançar tanto no meu tempo de existência.
É uma renovação da vida e estímulo para reinventá-la a cada instante.
Acabou-se a rotina e agradeço a Deus por tudo.
 Eis algumas fotos do carnaval, ou melhor: do  meu pre-carnaval  2011:

















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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Manuel Bandeira




Nome:
Manuel Bandeira
Nascimento:
19/04/1886
Natural:
Recife - PE.
Morte:
13/10/1968

Menu do Autor

Manuel Bandeira

"...o sol tão claro lá fora,
o sol tão claro, Esmeralda,
e em minhalma — anoitecendo."

O  BICHO 


VI ONTEM um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Manuel Bandeira

A MORTE ABSOLUTA

Morrer.
Morrer de corpo e de alma.
Completamente.


Morrer sem deixar o triste despojo da carne,
A exangue máscara de cera,
Cercada de flores,
Que apodrecerão - felizes! - num dia,
Banhada de lágrimas
Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte.


Morrer sem deixar porventura uma alma errante...
A caminho do céu?
Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?


Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra,
A lembrança de uma sombra
Em nenhum coração, em nenhum pensamento,
Em nenhuma epiderme.


Morrer tão completamente
Que um dia ao lerem o teu nome num papel
Perguntem: "Quem foi?..."


Morrer mais completamente ainda,
- Sem deixar sequer esse nome.
Manuel Bandeira
Postado por Irene Duarte iduarth às 15:20 Nenhum comentário:
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domingo, 23 de janeiro de 2011

OS ICONOCLASTAS

BISPO DESMOND TUTU
Sir Richard Branson

Os dois ICONOCLASTAS se divertiam na piscina alegremente (document. canal GNT) de repente um deles perguntou o que era ser um iconoclasta e o outro respondeu: - ICONOCLASTA  é um destruidor de imagens ou  ídolos.
Eu também não sabia, mas agora...

ICONOCLASTIA ou ICONOCLASMO ( do grego): Foi um movimento político-religioso, contra a veneração de ícones e imagens religiosas; surgiu no império bizantino, inicio do século VIII e perdurou até o século IX.
Os iconoclastas, ou quebradores de ídolos, davam prioridade à  transformação interior do indivíduo, abominando a ênfase que se dava àquelas esculturas ou pinturas, que eram adoradas pelos seguidores , no sentido de atingir  seus anseios materiais e espirituais: Isto foi causa de grandes conflitos sangrentos,  com perseguições e execuções dos que  produziam ou adoravam  ídolos.

ICONODULIA ou ICONOFILIA, também de origem grega, é o contrário de iconoclastia e refere-se aos adoradores de ícones ou imágens: os ICONÓFILOS.



VOLTANDO AOS ICONOCLASTAS LÁ DO INÍCIO:


Estes, estão compreendidos, no sentido sociológico atual da palavra:
São pessoas que têm uma visão diferente do mundo e que não se deixam intimidar por praticas e conceitos pre-estabelecidos: são inovadores, capazes de criar ou recriar conceitos e desenvolver práticas revolucionárias nos campos da ciência, religião, arte, economia, esportes, cinema, tecnologia, gastronomia, moda... Eles conseguem transpor obstáculos que o entendimento comum considera impossível, superando até os seus limites pessoais: sejam físicos, psicológicos ou mentais. pois vêm a realidade de modo contundente e desafiador.
Os simpáticos iconoclastas aos quais me refiro brevemente  neste texto, são: DESMOND TUTU, bispo da Igreja Anglicana e Prêmio Nobel da Paz e o poderoso empresário SIR RICHARD BRANSON, fundador do grupo VIRGIN e grande investidor em bio-combustíveis, aviões, vestuários, músicas,  etc, etc.  Richard Branson é disléxico e desistiu da escola aos 16 anos.
Bonita história de ambos os dois...


SABENDO MAIS UM POUCO:


"O primeiro ciclo do iconoclasmo ocorreu nas culturas judaico-cristã e islâmica e na tradição filosófica grega. O segundo ocorreu durante o Império Bizantino (século VIII a IX), quando a produção, disseminação e o culto das imagens foram proibidos e os adeptos da iconofilia e iconolatria  foram perseguidos e executados, e tiveram as obras queimadas em praça pública. O iconoclasmo foi decretado doutrina oficial pelo imperador Leão III em 730, e aplicado com firmeza pelos sucessores: Constantino V, Constantino VI e Leão V. A doutrina dilacerou o lado do antigo Império Romano durante mais de um século e provocou uma sangrenta guerra civil, que só terminaria em 843, com a restauração do culto aos ícones na catedral de Santa Sofia, em Constantinopla, atual Istambul. A iconoclastia foi um dos principais motivos da Reforma Protestante o que resultou na quebra da unidade cristã antes estabelecida pela Igreja Católica".
Referências
1. ↑ Palestra virtual pela Editora Cléofas de Dr. Felipe Aquino da Canção Nova. Prof. de História, Filosofia e Teologia.                       
                                                                                                  
 
         Veja blog: 

Iduarth - VestíAzul  
          
http://iduarth.blogspot.com/




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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Feliz Sem Saber

FELIZ SEM SABER 


Se soubesses o que vejo
e como vejo o que tu és!
a tua alma inquieta
que não se gosta e não crer
não se aceita e não se entende
e se agride sem querer
ou se entende não transforma
e não vê quem está perto
com a angustia de quem ama
sem nada poder fazer
Resistindo até à morte
aos sentimentos mais nobres
que estão dentro de tí
que sofrimento te invade?
o que te faz não olhar
o amor que está tão perto
a exuberância da vida
os convites da natureza
as amizades sinceras
e o não querer aceitar?
O que me causa espanto
tens a essência do ser
Fico triste por saber
que só mais tarde, bem mais
quando não houver mais jeito
de suportar o abandono
e a esperança se for
e a velhice chegar
e a solidão se impor
é quando vais te dar conta
dos erros que cometeste
de não viver os momentos
E as dádivas que recebeste
pela bondade de Deus
nada fizeste com elas...

Maceió, 07 de janeiro de2011

IreneDuarte


OBS:NÃO COPIE SEM DIVULGAR A AUTORIA!
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domingo, 2 de janeiro de 2011

OUÇO COM AMOR AS MENSAGENS DE MEU CORPO


Acredito que criamos todas as "doenças" de nosso corpo. Ele, como tudo o mais na vida, é um reflexo dos nossos pensamentos e crenças interiores. O corpo está sempre falando conosco, só precisamos parar para ouvi-lo. Cada célula sua reage a cada pensamento que você tem e cada palavra que fala. Modelos contínuos de pensar e falar geram posturas, comportamentos confortos ou desconfortos no corpo. A pessoa que tem um rosto sempre sombrio não criou essa condição tendo pensamentos alegres e carinhosos. O rosto e o corpo das pessoas idosas revelam claramente os padrões de pensamento de toda uma vida. Qual será sua aparência quando você for velho?
A Cabeça nos representa. Ela é o que mostramos ao mundo e é por ela que geralmente somos reconhecidos. Quando algo está errado na área da cabeça, quase sempre significa que sentimos que há algo muito errado conosco.
Os cabelos representam a força. Quando estamos tensos e assustados, muitas vezes criamos aquelas verdadeiras faixas de aço que se originam nos músculos do ombro, sobem para o alto da cabeça e atingem até os olhos. Quando existe muita tensão no couro cabeludo, o sangue não consegue irrigar adequadamente os folículos pilosos, que dão origem aos fios de cabelo. Se essa tensão é continuada e o couro cabeludo fica constantemente contraído, não há crescimento de novos fios.
A calvice feminina vem aumentando desde que as mulheres começaram a ingressar no "mundo dos negócios", com todas as suas tensões e frustrações, e cada vez mais elas estão procurando tratamentos e artificios para disfarçar o problema. A tensão resulta do fato e não se ser forte. A tensão é fraqueza. estar relaxado, centrado e em paz é na verdade estar forte e seguro.Seria bom para todos nós relaxarmos mais nosso corpo, e muitos precisam também relaxar o couro cabeludo.Tente agora. Deixe seu couro cabeludo relaxar e perceba se você sente uma diferença. Se notou um relaxamento perceptivel, procure fazer este pequeno exercicio com constância.
pag.157/158 - livro: VOCÊ PODE CURAR SUA VIDA - LOUISE L. HEY

Maceió, 05 de janeiro de 2011
Postado por Irene Duarte iduarth às 00:28 Nenhum comentário:
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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Perfil de Alessandra

"O mais fantástico da vida é estar com alguém que sabe fazer de um pequeno instante um grande momento"
...
"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito, nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento."
(Oscar Wilde)

EXIGENTE DEMAIS, VIU!
AFFF...
Postado por Irene Duarte iduarth às 16:25 Nenhum comentário:
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A Outra Vida - Iduarth






Quando em vida, você foi o que não era
e o que era, insistiu não revelar
tudo era o que se pode desejar.
Longa e sofrida foi a singular espera
de um milagre glorioso acontecer
para todos que lhe amavam,
 para mim, para você


E bem depois da espera sem limites
não mais ficou oculto o que era em vida
pois da espera muito longa e sofrida
e da vida atribulada, você enfim desiste.
E da outra vida, tudo vem se revelar
 o que antes era oculto hoje é luz a cintilar ...


Iduarth, l3 de agosto de 2010
Postado por Irene Duarte iduarth às 20:19 2 comentários:
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terça-feira, 16 de novembro de 2010

"QUANDO TE DOMINA O CANSAÇO"


Esta música é da compositora Irmã Mirian, religiosa, e tem uma história bonita e verdadeira.
Ela estava fora do Brasil, num país distante situado na Europa. Em dado momento sentindo-se desanimada, cansada e só, sentou-se à beira do caminho; lembrando-se de uma passagem bíblica, veio a inspiração para esta linda melodia.
   
Nessas situações, creio que há dois tipos de pessoas; aquelas como a irmã Mirian, (a qual tive o prazer de vê-la pessoalmente  numa apresentação)   que não se entregam ao primeiro momento de dificuldades, pois alimentam o espírito com orações, fé, esperança...  e as outras; pessimistas, amargas, que se entregam ao desânimo, e desistem da caminhada ou se entregam ao desespero quando se deparam com os obstáculos da vida no primeiro momento.

Até breve!

VALE A PENA VER E OUVIR ESTE VÍDEO!

Postado por Irene Duarte iduarth às 04:46 Nenhum comentário:
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terça-feira, 9 de novembro de 2010

FALA - NEY MATO GROSSO



Sabe o que eu quero de verdade?
Jamais perder a sensibilidade, mesmo que as vezes ela arranhe um pouco a alma; porque sem ela, não poderia sentir a mim mesma. (Clarisse Lispector)
Postado por Irene Duarte iduarth às 01:55 Nenhum comentário:
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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Carlos Drummond de Andrade

Nasceu em Itabira, Minas Gerais. (1902 - 1987) .
Foi cronista, contista e tradutor; jornalista, professor, funcionário público. Entre suas obras de maior destaque, algumas poesias: Sentimento do mundo, A rosa do povo, A um Ausente, José, No meio do Caminho...
Penetra surdamente no reino das palavras, pois é nele que se encontra
a vida e a obra de um dos maiores poetas da língua portuguesa.
Drummond de Andrade, o homem que libertou o verso de suas amarras,
mas cujo maior talento era a humildade diante da palavra.

Várias obras do poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Drummond foi seguramente, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo, tendo também publicado diversos livros em prosa.
Uma curiosidade: em 1919 foi expulso do Colégio Anchieta de Nova Friburgo - R.J por "insubordinação mental", mesmo depois de ter sido obrigado a retratar-se.

A GENTE COMPLICA MUITO A VIDA...
MAS, QUASE SWMPRE A VIDA É SIMPLES, COMO A POESIA A SEGUIR:
Esta poesia, na época (1928), foi um dos maiores escândalos do Brasil...

NO MEIO DO CAMINHO

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

JOSÉ

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse....
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?
Postado por Irene Duarte iduarth às 16:09 Nenhum comentário:
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A UM AUSENTE (Carlos Drummond de Andrade)

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Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.

( Carlos Drummond de Andrade )
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sábado, 23 de outubro de 2010

Ah! Os relógios! - Mário Quintana

Ah! Os relógios Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...

Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.

E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...

( Mário Quintana )

http://www.vitalves.com/2010/10/ah-os-relogios-mario-quintana.html
Postado por Irene Duarte iduarth às 13:55 Nenhum comentário:
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sábado, 16 de outubro de 2010

Cristina

http://iduart-tudoverde.blogspot.com/
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Um dia diferente

Enfrentar uma cirurgia, por mais simples que seja,
é sempre um acontecimento estressante; e quando algum
procedimento errôneo acontece, pior ainda.
Após enfrentar um trânsito caótico e chegar ao hospital
atrazadas, percebemos que deixamos em casa o envelope
com a autorização da Unimed. A cabeça a mil, deu logo vontade de chorar, pois
tudo poderia ser alterado, só Deus sabe até que ponto;
pelo menos foi o que pensamos, devido ao atendimento
equivocado de uma funcionária que, programada pela rotina do trabalho,
agravou a nossa preocupação.
Após a pressão subir, algumas lágrimas presas nos olhos, sentimentos de culpa,
encontramos as pessoas certas dispostas a nos tranquilizar
e afastar a preocupação de não precisar atrazar ou suspender
a cirurgia.
Só depois, caimos na real de que nestes momentos, o otimismo,
a calma, são importantes e rezar também; pois a nossa tendência
é exagerar nos sentimentos e nas ações nos momentos de crise e acreditar que tudo está perdido.
P.S.: a paciente é uma pessoa muito especial: minha filha.
Tchau!!...
Maceió, l5 de outubro de 2010
Postado por Irene Duarte iduarth às 13:29 Nenhum comentário:
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sábado, 2 de outubro de 2010

Maria, Mãe de Jesus 2







"DEBAIXO DA VOSSA PROTEÇÃO NOS REFUGIAMOS, Ò SANTA MÃE DE DEUS!"

(primeira oração: encontrada no Ano 200, nos papiros do Egito)
Postado por Irene Duarte iduarth às 17:14 Nenhum comentário:
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A Outra Vida - (Iduarth)


Quando em vida, você foi o que não era
e o que era , insistiu não revelar
tudo era o que se pode desejar.
Longa e sofrida foi a singular espera
de um milagre glorioso acontecer
para todos que lhe amavam, para mim, para você

E bem depois da espera sem limites
não mais ficou oculto o que era em vida
pois da espera muito longa e sofrida
e da vida atribulada, você enfim desiste.
E da outra vida, tudo vem se revelar
e o que antes era oculto hoje é luz a cintilar ...

Iduarth, l3 de agosto de 2010
Postado por Irene Duarte iduarth às 06:10 Um comentário:
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Irene Duarte iduarth
Maceió, Alagoas, Brazil
Sou várias... "sem aquela velha opinião formada sobre tudo"... Sou assistente social, sou também artista plástica gosto de literatura e de escrever, especialmente poesias. Tenho uma imensa curiosidade sobre os fenômenos da vida e sobre a nossa natureza humana... maravilhas deste universo presente de Deus.
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